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Sexta, 22 Setembro 2017 07:50

Semifinal do Campeonato da Imprensa terá arbitragem de Série A do Acreano

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Os árbitros Carlos Santos e Dejailton Santos vão conduzir as semifinais do Campeonato da Imprensa/Sinjac 2017. A dupla pertence ao quadro da Associação dos Árbitros de Futebol Profissional do Estado e apitou jogos da Série A do Campeonato Acriano em 2017.

Os nomes foram definidos na manhã desta quinta-feira, 21, após reunião realizada entre a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), representante da Associação dos Árbitros de Futebol e da Secretaria Municipal de Esporte (Semel).

 

A única mudança sugerida pelo representante dos árbitros foi referente ao horário. Gilsomar Lopes vai organizar um curso prático para os árbitros do estado, no domingo pela manhã, no Florestão. 

 

"Sugerimos durante a reunião que a semifinal iniciasse as 8:30 para eu poder enviar o que temos de melhor. Isso porque consideramos o Campeonato da Imprensa uma das competições mais importantes do nosso calendário", disse Gilsomar.

 

Dessa forma, a primeira semifinal entre as equipes de A Tribuna/Página 20 x TV 5 vai acontecer às 8:30, no campo da AABB. TV Gazeta e TV Rio Branco se enfrentam na sequência, às 9:30.

 

O 15• Campeonato da Imprensa é promovido e organizado pelo Sinjac em parceria com a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e Semel. 

 

Por Senildo Melo

Foto: Manoel Façanha 



A semente desse cicloturismo foi lançada a cinco anos quando viajamos de carro pela primeira vez ao Peru, nessa ocasião já andávamos de bike, na minha ignorância sobre o Peru, embarquei nossas bike's no carro no intuito de fazermos alguns passeios livres de guias e tudo, porém, muito antes de chegar a Cusco percebi que não seria possível tais passeios, pois eu não conseguia nem respirar direito, não conhecia os efeitos da altitude no corpo, como agir, como se comportar, nada nada.

     Foi desanimador no início, passei a primeira noite quase toda em claro, com dor de cabeça, ânsia de vomito entre outras coisas, os outros dias foram moderando os efeitos mas, as bike's se quer tocaram o chão, quando já estávamos retornado pra casa no Brasil, na estrada vimos um casal de cicloturistas loiros com bandeiras da Europa, cara aquilo nos impressionou muito, minha esposa e eu. Como assim? Eu mau respiro e esse casal está pedalando com toda essa bagagem nas montanhas? Fiquei em "choque" mas, a semente foi lançada, UM DIA QUERO FAZER UMA "LOUCURA DESSAS"::dãã2::. 

     A LOUCURA foi pro forno e ficou lá guardada por quase cinco anos, sem ter como objetivo essa viagem, fomos pedalando por caminhos menores, conhecendo amigos, conhecendo histórias inspiradoras, nos ajustando no casamento, aumentando a união entre nos dois. Uma dica; se o casamento, o amigo, o irmão seja lá o que for, não tiver entrosamento, creio que termina de desandar, são muitos dias "grudados", o estresse "pode" se elevar muito nesse tempo, então é bom que se conheçam bem pra apoiar, incentivar, aceitar, perdoar, tudo isso enquanto "sofre" pedalando no sol, com ventos contra, com cede, com o corpo todo dolorido, com saudades dos que ficaram, nessa hora os sentimentos tomam uma proporção maiores ainda do que normalmente tomariam, então cumplicidade é TUDO::Ksimno::.

     Quando a tal LOUCURA começou a fazer barulho dentro do forno, pensei, acho que está chegando a hora, maisssssssssssssss, um dos "obstáculos" foi, e como convencer a minha esposa Ana a embarcar nessa comigo? Bom ela já sabia do meu desejo de UM DIA ir a Cusco de bike, mas esse dia parecia tão distante que talvez nem chegasse, daí de repente eu digo, VAMOS? Ela é minha amiga, minha esposa, já passamos muitas coisas juntos, e vi a cara de espanto que ela fez, claro que não quis a resposta de imediato, e procurei não pressionar pelo SIM, ao passar dos dias ela foi 'acalmando' e perguntando, como seria, como isso, como aquilo, e percebi que a LOUCURA havia chegado nela também, não como em mim, mas chegou, quando ela embarcou de vez comigo nesse desejo, começou de fato os preparativos pra viagem.

     Marcamos pra segunda quinzena de agosto de 2017, muito do que aprendi, inclusive no MOCHILEIROS é determinar um inicio/ponto de partida, a partir daí comecei a comprar o que nós usaríamos, roupas pro frio, pro calor, a lista era imensa, o fato de ir a outro país de bike, sem nenhum outro suporte, coisa que nunca havíamos feito, me assustava, então levar somente o essencial, foi algo muito difícil de decidir, queria levar a "casa", muitas vezes tive que me conter e tirar coisas, outro ponto que nos gerou muito estresse foi a compra/confecção do carrinho reboque da bike, todos a quem consultei me indicaram usar alforges nas laterais das bikes, mas dessa forma eu teria que dividir o peso quase que meio a meio com a minha esposa, então optei pelo reboque, comecei a buscar na internet para comprar, achei dois, um feio e caro e um bonito no valor de um de rim :DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, mais um problema, foram quase dois meses procurando, decidi então procurar alguém que fizesse um, foram mais três meses de procura, fui em quase todos os metalúrgicos da cidade, muitos só sabem fazer "bola" e "quadrado" e se alguém pede que se faça "triângulo" eles te olham com uma cara que não seria educado eu descrever aqui¬¬O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title="¬¬" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />. Até que encontrei um predestinado, enviado além, disposto a TENTAR, nem que erre e daí, e daí que deu certo, deu certo a coisa mais difícil/impossível que faltava. Chegou o grande dia, quer dizer......o dia anterior a partida, hora de revisar pela milésima vez as coisas, a pré list, arrumar tudo e tentar pregar os olhos pro dia seguinte.

01.thumb.jpeg.0909392334d4cfaf5c20c3088846ec3e.jpeg02.thumb.jpg.aa26b69dd0e08124e1a99370f15735e2.jpg59c01dde9899a_2017-07-1516_17_50.thumb.jpg.549932e9956f1f6d9ad43525d6c6fbe1.jpg

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     1° Dia, Rio Branco - Região do Arachá, pedal 120kms

     'Acordamos' as cinco tomamos café e saímos as seis, como parte da nossa programação seria mais ou menos esses horários que tentaríamos seguir durante a viagem, nos primeiros kms demorei um pouco a intender o ritmo que o carrinho deixaria eu seguir, estava carregado com tudo e mais um pouco, no decorrer da viagem descrevo a você's o que levamos sem necessidade, então, pegamos um vento de frente com sol forte logo cara como "boas vindas", as 8:00h parecia 12:00h, isso nos obrigava a andar com muita água todo o tempo, pois nem sempre há como adquirir, chegamos na primeira cidade Capixaba distante 78km as 12:00h, amoçamos, descansamos numas sombras de árvores e pensamos; seguiremos mais um pouco ou está bom por hoje? Seguiremos um pouco mais, por volta das 14:30 de volta a estrada pra lutar mais um pouco sob o sol e ventos que pareciam não querer que seguíssemos, paramos 30kms mais a frente e bebemos um refrigerante daqueles 'ruins' de dois litros quase de salu :DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, enquanto o sol nos aguardava :-D, parecia que ia chegar de noite fazendo sol, depois desse ponto que já era umas 16:00hs começamos a buscar um lugar cinco estrelas pra acampar B|O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title="B|" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, as prioridade eram 1°segurança, 2°banho, nem sempre tivemos o item 2, pois as vezes tínhamos que por em "cheque" o item 1, item inegociável,  mas nesse primeiro dia foi tudo de bom, lugar seguro e com banho, as 19:00 já estávamos na cama, (levamos colchão inflável, todos nos recomendaram que não levássemos esse objeto, mas depois de um dia de esforço, tudo que seu corpo quer e precisa é uma noite de bons sonhos, então levamos e recomendo) um pouco de conversa sobre como foi nosso 1° dia, e pahh.......dormimos.

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     2° Dia, Região do Arachá - Brasileia, pedal 120kms

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     Acordamos com o raiar do sol, as 5:00h já parecia 9:00hhora de desmontar e guardar tudo, tínhamos café da manhã mas resolvemos seguir e comer algo mais tarde na estrada, decisão errada, descobrimos que por muitos kms algo pra comer na estrada se resumia a salgado com refrigerante, comemos mesmo assim, pedalamos até as 11:00 o sol estava muito forte e resolvemos parar pra fazer o almoço, levamos mini fogareiro, mini botijão, panelas, pratos, copos e talheres, e muitas coisas de comer, enlatados de feijão, enlatados de carne, arros crú, entre outros, paramos em uma escola abandonada a pouco tempo, deu tristeza de ver, parecia que tinham saído as pressas, tinha muita coisa didática deixadas para trás, pois, almoçamos pero das 12:00h e com o sol nos 'freando' resolvi explorar o lugar, 'descobri' uma fonte de água mineral nos fundos distante uns 200 metros, ficamos de molho por um tempo, mais tínhamos que seguir pedalando, muitas subidas íngremes com peso, sol forte, vento, isso mesmo o vento não dava trégua, chegamos na entrada da cidade de Xapurí km188 as 16:30h, a cidade de Chico Mendes que ficou conhecido no mundo todo devido sua morte e a sua luta contra os desmatamentos, mas esse debate não vem ao caso, mais uma vez sentamos, conversamos sobre como estava nosso corpo, se seguiríamos até a próxima cidade, Brasileia, ou acamparíamos por ali mesmo, estávamos nos dois bem então seguimos, logo a noite chegou, não é recomendado pelar a noite mais foi um alívio grande quando finalmente o sol foi "dormir", e resolvemos seguir em frente, os kms finais até Brasileia foram duros demais, tínhamos ultrapassado nossa cota diária de kms mesmo nas condições de sol/ventos, chegamos já eram umas 21:00h fomos atrás de um 'hotelzin' pra não gastar muito, quando vou guardar as coisas vejo uma solda do reboque quebrada, putsssssssss :(O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":(" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, deu aquele sentimento de raiva misturado com cansaço, mas não tinha muito o que fazer, tomamos banho e saímos pra jantar. Com a quebra do reboque o outro dia já estava comprometido, então resolvemos dormir até o sono acabar :DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />. 

     3° Dia, Brasileia - Sair da cidade, pedal 40kms

      Mas a cabeça não deixou tanto assim, umas 8:00h tinha já acabado, banho, café no quarto mesmo e fui atrás de consertar o reboque, encontrei através do boca boca um lugar com pessoas bem dispostas a resolver e curiosas com tal objeto, aliás não é sempre que se ver alguém que põe a casa sobre a bike e sai por aí né, reboque consertado as 11:00h, tínhamos até as 13:00h no quarto, fomos almoçar, voltamos e entregamos as chaves, mas lembra do sol forte??????? pois é, continuava lá e como nosso dia de pedal já estava comprometido mesmo, resolvemos nos deitar numa sombra na saída de cidade e relaxar, ficamos lá até depois das 15:00h, o sol foi dando uma trégua e resolvemos pedalar até achar um belo lugar pra acampar, de preferencia com banho lembram :DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, mas não deu certo dessa vez, tava tudo tão seco, encontramos umas poças que não valia a pena, acampamos na entrada de uma fazenda, banho de gato com lenços umedecidos, jantar de barras de cereais e boa noite.

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     4° Dia, Até Assis Brasil, pedal 70kms

     Mais um dia se iniciava, e o sol as 5:00h pahhhhh, mas tudo bem, vamos lá, fazer nosso chocolate morno pra comer uns mistos da hora, arrumar tudo enquanto os moradores da fazenda saem :ph34r:O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":ph34r:" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />,  isso mesmo, enquanto estávamos tomando nosso chocolate os moradores iam saindo e claro estranharam as 'visitas', mas educadamente nos cumprimentaram com bom dia, entenderam que éramos viajantes e não do MST:DO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":D" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" /> e tudo bem, saímos perto das 7:00h pra um percurso duro de muitas ladeiras, perto das 11:00 achamos um igarapé daqueles que a água parece sair da geladeira e paramos ali mesmo, lembra que na noite anterior não rolou banho? poi é, com licença :-D, tomamos banho, lavamos umas peças de roupa, fizemos almoço, tiramos um cochilo enquanto a roupa secava naquele sol maravilhoso xDO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title="xD" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, nos aprontamos sem pressa perto das 15:00h pois sabíamos que a nossa meta daquele dia estava próximo 30kms para a cidade fronteiriça de Assis Brasil, quando estávamos voltando pra estrada tivemos uma visita que pensei ser daquelas piores ::mmm:, uns rapazes de "aparência duvidosa" aparentando serem menores de idade que já haviam passado em alta velocidade enquanto estávamos no almoço em uma moto potente sem placas sem capacetes, param ao nosso lado curiando tudo fazendo um monte de perguntas, e Eu lá dentro de mim pensando, vai ser agora ::mmm:::mmm:, mantive a calma e respondi o máximo de perguntas que pude, nunca dizia o nosso real destino, sempre dizia vou até ali na frente e volto, NUNCA o valor das bikes e equipamentos, fomos conversando e vi que não iam nos fazer mau, ofereci lhes um doce que levávamos eles seguiram seu caminho nós o nosso tudo na paz, esse percurso as ladeiras não sabem brincar, são muitas e fortes,  mas estava uma tarde muito bonita com muitos vales verdes ao entardecer ficou mais belo ainda, resolvi parar pra tirarmos umas fotos, pedi que minha esposa parasse e ela esqueceu de desclipar a sapatilha e pahhh::essa:: o grito e a queda, ela ficou muito nervosa e doeu bastante tentei não alarmar e levar por menos mas ela entendeu que eu não estava dando a devida importância, 1° ATRITO, mesmo assim tiramos umas fotos, com climão :/O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":/" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:/O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":/" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, logo chegamos a cidade, mais umas fotos, fizemos a saída na alfandega pra ir adiantando o dia seguinte, nos hospedamos na pousada Bela Vista (não é patrocínio, mas fomos tão bem atendidos pelo proprietário que resolvi dizer o nome da hospedagem), não estávamos com clima de sair pra jantar, fiz janta no quarto mesmo  e jantamos, boa noite.

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     5° Dia, Assis Brasil - Ibéria, pedal 75kms 

     Depois de uma noite bem dormida, o resultado daquela queda, um roxidão e um inchaço medonho, putsssssssss:SO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":S" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:SO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":S" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, tomamos café e como os primeiros dias de estrada já havíamos identificado alguns itens que levamos sem necessidade (cadeado, garrafa térmica, adaptador de cartão de memória, bastão de fotos) então pedi ao proprietário da pousada que guardasse até a nossa volta, a minha esposa tomou um remédio pra dor e um anti inflamatório e seguimos pra alfandega peruana para tramites, tudo resolvido, pé na estrada, e não ia ser uma fronteira imaginária que ia acabar com as ladeiras, entãoooooooooooo, tomile ladeira :oO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":o" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, mais com um diferencial, estávamos no lado peruano, estrada muito bem feita e conservada, nenhum buraco e com acostamento em toda ela, após uns 40kms chegamos em uma linda fazendo onde estão transformando em um balneário, lugar lindo, almoçamos e descansamos um pouco por lá, seguimos perto das 14:00h e chegamos em Ibéria a 65kms, tomamos um banho em "baño publico" e seguimos pra sair da cidade e encontrar um lugar pra acampar, é aí que somos surpreendidos:wink:, passamos uns 10kms e encontramos um lugarzin, não era dos melhores mas não queria correr o risco de anoitecer e a gente na estrada, então ficamos ali mesmo, montamos tudo, já estávamos banhados e cama, ficamos conversando um pouco e paahhhh ::mmm:::mmm:, escutei algum ser pequeno mais não tanto nos rodeando (estávamos na divisa da floresta fechada e aberta) começamos a eliminar de cabeça os prováveis seres e chegamos a pensar.....são cutias (animal de médio porte da família dos roedores) e não paravam de nos rodear correndo, apenas rodeando curiosos sem fazerem nenhum som, liguei as lanternas no intuito de ver algo os assustá los para irem embora e nada, pouco segundo tudo continuava, comecei a me preocupar com o que esses seres poderiam fazer com nossas coisas assim que dormíssemos e resolvi sair de lá as 20:00h, levamos tudo mais pra perto da estrada, tudo era um silêncio atéééééééé que entãoooo, começou uma grande algazarra de muitos macacos, tínhamos invadido seu território e eles não estavam gostando, quando percebi do que se tratava relaxei e peguei no sono, eles só queriam seu lugar de volta.:PO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":P" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />

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     6° Dia, Ibéria - Mavila, pedal 90kms 

     A noite anterior não foi das melhores, por causa dos primatas não relaxei por completo, dormi só com um olho :-o, deixei o outro entre aberto, mais animo, hoje tem pedal :-D, tomamos do nosso café da manhã, arrumamos tudo e seguimos, perto das 11:00h encontramos um igarapé e paramos, mas não era muito propício pra fazer almoço, pouca sombra, resolvemos lavar nossa roupa e nos refrescar naquela água enquanto o sol fazia "sua parte", comemos uns seriais que tínhamos enquanto não almoçávamos, umas 13:00h tudo já estava seco nos arrumamos e seguimos até encontrar a sombra perfeita pro almoço, encontramos e fizemos nosso almoço (macarrão, feijão, salsichas e suco), nesse dia já havíamos pedalado um bom trecho, então a partir dali podíamos acampar sem pressa, encontramos um lugar tranquilo já depois de Mavila e acampamos, esse dia não invadimos o território de nenhum animal ::hãã2::, boa noite.

 

     7° Dia,  Mavila - Puerto Maldonado, pedal 85kms

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     Depois de uma bela noite de estrelas e de boa dormida, tomamos café arrumamos tudo e saímos, perto das 10:00h passamos por uns biker's no que parecia ser uma corrida vindos provavelmente de Puerto Maldonado distante uns 40kms de onde estávamos, mais a frente acharíamos um belo balneário com aquela água super refrescante, apesar de ser segunda feira estavam servindo almoço e já fizemos o serviço completo, (baño, almozo, descanzo) seguimos até Puerto, 20kms mais a frente, chegamos umas 15:00h estávamos procurando um hotelzin quando dois senhores peruanos nos viram com aquelas bikes estranhas e carregando 'a casa' vieram até nós fazendo perguntas e admirados com tal proeza, e nos convidaram a tomar uma cusqueña, marrr meu Deus, miiiiiiiimmmmmmm dê papaiiii::hãã2::::hãã2::::hãã2::, tomamos três, o negócio tava bom mais precisávamos achar um lugar pra ficar e saímos, na mesma rua encontramos, um lugar todo chicoso com preço um pouco mais alto mais resolvemos nos dar ao luxo daquele dia (acho que foram as cervejas::essa::) mas valeu super a pena, guardamos tudo no quarto, tomamos aqueeeeeeeeeeeele baño, lavamos umas roupas e saímos pra jantar, delícia, voltamos e fomos relaxar no terraço do hotel, lugar com um redário e vista de boa parte da cidade, perfeito. Boa noite.

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     8° Dia, Puerto Maldonado - Santa Rosa, 140kms

     Bom dia, já estava quase tudo arrumado mesmo daí ficou fácil, tomamos café e saímos, a minha esposa continuava com a perna inchada devido a queda, paramos em uma botica=farmácia, e compramos um remédio mais forte pra tratar da perna da Ana, como todos os dias tinha pedal o corpo não tem tanto tempo assim pra se recuperar e não parava de doer, mais pé na estrada, depois de uns 20kms fomos alcançados por um cicloturista peruano, Jô Luiz, ele é morador de Cusco e veio de ônibus para Puerto Maldonado e estava retornando a Cusco no pedal, pedalamos 120kms juntos, conversamos muitos sobre nossos países, cidades, foi o dia todo pedalando e conversando sobre tudo, cara super gente boa, nesse dia almoçamos muito bem um pescado frito na beira da estrada, passamos pelo maior 'assentamento' de garimpeiros perto das 17:00h, lugar muito marcante, por um pouco mais de 1km do lado e do outro da estrada se parece com Bangladeche ou Bankok(como se ver na TV), uma aparente desordem, muitos nos aconselharam a NÃO passar nesse lugar de bike, não vi nem senti perigo algum, foi como se eles não nos vicem, pensei que os interesses deles são outros, tive muita vontade de tirar a câmera da bolsa e fazer umas fotos ou filmar o trajeto mas também não quis abusar;)O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=";)" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, nesse dia estávamos avançando bem e resolvemos ir logo até Santa Rosa, chegamos cansados e já era umas 20:00h, vi duas pousadas, uma lotada a outra sem ninguém ::mmm: , por que será hemmmmmmm?:-x, mas estávamos com poucas opções, ou era isso ou seguir mais a frente e acampar, resolvemos ficar, PIOR DECISÃO DE TODAS :-x:(O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":(" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, vamos lá; "embaixo é um comércio, quase todas são assim, pra subir tinha uma escada super estreita,, quando chego no quarto não era um quarto era um forno, não tinha janelas, não tinha ventilador, o banheiro  era no fim do corredor, mais o infeliz do dono cria um cachorro no corredor, o animal passou a noite inteira latindo então nem no banheiro dava pra ir, pensei milhões de vezes em sair daquele lugar desgraçado no meio da noite e ir acampar em qualquer lugar mas a Ana estava tão cansada que fiquei assim mesmo, a todo momento alguém batia na porta que é de metal e dava um som enlouquecedor, e o meserento do dono se fazia não ouvi, impossível não ouvir aquilo, já passava da meia noite a Ana já havia "desligado" quando alguém muito afim de entrar quase rebentando a porta o dono desceu pra ver e findou deixando um casal entrar, caralllhhoooooooooo era a mulher do gemidão da zapzap porraaaaaa::hein::-x, lembra do amigo cicloturista peruano???? ele estava no quarto da frente e não aguentou a pressão, foi e bateu na porta da mulher do gemidão conversaram por alguns segundos e diminuiu o volume do som, mais isso já passava de 1:30h da madrugada, meus olhos ardendo, corpo só o bagaço até que sem eu perceber desliguei também.

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     9° Dia, Santa Rosa - Mazuco, pedal 50kms

     Acordamos umas 6:30h, que lugar horrível, tava quebrado, eu queria sair o mais rápido possível daquele lugar, tomamos banho e saímos, fomos fazer nosso tradicional café da manhã na estrada mesmo, o amigo peruano estava com os dias contados pra fazer o percurso e decidiu que seguiria mais rápido e nos despedimos, combinamos de nos encontrar em Cusco mas não aconteceu, começamos então a subir a serra de Santa Rosa::mmm:::mmm:, depois daquela noite subir serra não era o melhor a se fazer maissss, hoje tem pedalll:-D, apesar de tudo fomos bem, chegamos a Mazuco e tentei comprar um chip de celular de operadoras peruanas pra ficarmos comunicáveis mas não deu certo, seguimos mais um pouco e nos deparamos com um belo lugar, belo sol, isso mesmo:-D, o sol já estava belo:-D, a Ana queria pedalar mais, mas eu com um pouco de bom humor a convenci a parar e somente ali parado e admirar tudo aquilo, ficamos e acampamos ali mesmo, TARDE MÁGICA:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, tinha uma fonte próxima, tomamos banhos, fizemos o jantar e comemos, conversamos um pouco e boa noite.

 

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     10° Dia, Mazuco - Quince Mil, pedal 70kms

     Noite muito boa, mesma sequência, café arrumar tudo e sair, nosso corpo e nossas cabeças já estavam bem desgastados, as subidas muito íngremes e fortes, mas começamos a ver as belas cachoeiras, paramos na primeira umas 10:00h e ficamos nela até umas 11:30h quando chegou um casal resolvemos seguir viagem, mais a frente tinha outra e apenas tiramos fotos, pedal......quando antes das 13:00h pahhhhhhh:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" /> a mega cachoeira, não era nosso intenção fazer uma parada aquela hora, o sol havia se escondido entre as montanhas e estava ótimo o pedal, mais não podíamos perder por nada, que coisa mais linda, água fria e cristalina que caia de entre as montanhas de uma mega altura, fazia um barulho muito gostoso, não queria sair dali por nada, passamos umas duas horas naquele lugar masssssssss;)O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=";)" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" /> tínhamos que seguir, o sol foi ofuscado cedo por uma neblina e as 16:00 já estava escurecendo quando chegamos a Quince Mil, ficamos em uma pousa de um casal muito atencioso, aquele banho, saímos pra jantar e depois fomos comprar comida enlatada/ensacada/embalada pra abastecer nosso reboque, boa noite:)O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":)" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />.

 

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     11° Quince Mil - Quince Mil, pedal 30kms

     Bom dia, há uma discussão sobre o "melhor"  tênis ou sapatilha? não sou advogado de nenhum, mas já uso sapatilhas e estou gostando, apoooiiissssss, incentivei a Ana a também usar pensando nos benefícios que eu identifico no tal calçado, pouco antes da viagem ela ainda estava na dúvida se ia de sapatilha ou de tênis, ela queria levar os dois e consequentemente dois pedais, falei que estávamos cortando peso ao máximo e que não seria possível, ela tinha que optar, optou pela sapatilha mesmo, entãooooooooooooo, lembram que ela caiu e machucou a perna perto de Assis Brasil? quando estávamos pedalando a umas duas horas e íamos parar ela esqueceu novamente de desclipar a sapatilha e caiu novamente machucando ainda mais a mesma perna::essa:::(O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":(" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />::mmm:, sabia que ainda não havia nem recuperado da última queda, paramos num silêncio ensurdecedor, ela tirou a sapatilha e começou a pedalar de chinelo, não sabíamos o que fazer, apenas pedalamos do jeito que dava, não rendeu muito aquela forma, estava frio, subidas muito íngremes, de chinelo com pedal de clip, não estava nada bom, resolvemos parar e acampar, tomamos banho, fiz o jantar, comemos, conversamos um pouco sobre como faríamos com tal problemas mas estávamos com poucas opções e cansados de mais pra pensar numa solução, boa noite.

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     12° Dia, Quince Mil - aos pés de Marcapata, pedal 20kms

     Bom dia, a minha esposa e guerreira Ana estava com muitas dores na perna que machucou em duas quedas, acordamos arrumamos tudo, tomamos um bom café da manhã, mas a moral não estava boa, como ela ia pedalar de chinelo naquele frio, subindo montanhas de chinelo?::mmm:::mmm: estávamos pra baixo, ela colocou várias meias e calçou o chinelo, ajudou um pouco mas foi ficando desconfortável por vários motivos, escapava o pé, dá diferença na altura de um pé pro outro, e esfriando o pé, tava horrível, tirei o clip da sapatilha pra não "grudar" no pedal e ela agasalhar o pé, também não deu certo, enrolei o pedal com bastante esparadrapo mas também ficava escorregando, tava desanimador, e ela se queixando de dor na perna, com razão, imagino que no frio um machucado tome proporções ainda maiores, eu não cai e estava todo dolorido imagina cair duas vezes com a mesma perna no asfalto com a bike pesando uns 20 quilos?::mmm:::mmm:::mmm:, paramos várias vezes, ela tomou dois tipos de remédios anti inflamatórios pra diminuir as dores e inchaços mas o corpo não tem tempo de recuperação, perto das 14:00h resolvemos parar por aquele dia, achamos um lugar bem bacana as margens de um vale e acampamos, era cedo, fiz uma sopa pra animar um pouco, ficamos ali olhando todo aquele lugar lindo por um tempo, começou a ventar e esfriar muito, resolvemos entrar pro nosso "quarto", dormimos super cedo nesse dia, boa noite.

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     13° Dia, Subida final a Marcapata, pedal 10kms duríssimos 

     Dormimos muito bem, desmaiamos, acordamos e fizemos o que tinha de ser feito sem a mínima pressa, terminamos já era umas 8:00h, então vamos subir a Marcapata, missão das mais duras, chegamos a Marcapata já era umas 11:00h, nos hospedamos num hotelzin bem aconchegante de uma família bem simpática, meia hora de perguntas pra intender ou tentar intender o porque de tal loucura e fomos almoçar no "melhor restaurante da cidade", comida ótima a um preço 'exorbitante' de $6,00 soles, inacreditável, dava vontade de pagar mais, no jantar onde fomos?;)O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=";)" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />;)O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=";)" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" /> Claro né, mesmo lugar, mais a tarde fomos desbravar a cidade a pé, andamos por vários lugares, comprei uma sacada de uvas frescas, isso mesmo uvas frescas por inacreditáveis????? $5,00 soles o quilo:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, quase racho a barriga de tantas uvas, passamos em um mercadinho compramos mais alimentos enlatados/ensacado/embalados e voltamos pro hotel, estava faltando luz na cidade, alguns lugares tinham geradores ligados e imaginei que faltar luz numa cidade entre as nuvens deva ser normal, Marcapata está a 3.200mts de altitude, durante a tarde perto das 16:00h as nuvens cobriram tudo e esfriou com tudo, mais uma noite bem dormida, ótima.

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     14° Dia, Marcapata - Ocongate, pedal duríssimo 70kms

     Bom dia, tomamos nosso café no quarto mesmo, não tinha energia na cidade e tomamos banho com uma água perto de congelar e saímos, era umas 7:00h, a Ana estava tentando pedalar com a sapatilha sem o clip e o pedal todo enrolado com esparadrapo, pedalamos uns 15kms assim, olhava pro rosto dela aquele olhar de dor e desespero, mas ela fazendo o impossível pra se manter firme e em combate, estávamos só nos dois, não tínhamos outra companhia, eram horas sem passar nenhum carro ou algo parecido, então ter uma emergência médica naquela hora seria horrível, pensei em várias hipóteses, tomei uma difícil mais importante decisão de jogar a toalha por ela, igual aquelas lutas de boxe, ela chorou querendo continuar, me disse que pedalaríamos um pouco mais e acampávamos, mas eu lhe disse que estávamos muito alto e não seria bom acampar em tal altitude, deveríamos estar a uns 4.000mts, nessa altitude o corpo reclama cada minuto passados é como se o tempo estivesse sugando você, sugando suas forças, seus líquidos, seu ar, não poderíamos ficar ali durante a noite, o tempo passava e passava já era umas 9:00h, até que ela aceitou e intendeu ser a melhor decisão naquele momento, combinamos que ele esperaria um ônibus ali mesmo e nos encontraríamos em Cusco no dia seguinte, numa pousada que já ficamos outra vez, tudo combinado mas eu seguiria e o relógio era contra mim, tinha que percorrer as maiores altitudes antes de escurecer então segui pedalando enquanto a Ana ficou, detalhe fatídico que com tudo que estava acontecendo não observamos, os peruanos pedem muita carona de todos que passam, então quando começaram a passar ônibus, vans e todo mundo quando a Ana dava com a mão eles não pararam pensando ser essas caronas, ela ficou das 8:30 até as 14:30, ISSO MESMO ::sos::::sos::::sos::, quando ela já estava desesperada e ia retornar pra Marcapata apareceu uma família de Rondônia enviados por Deus e parou:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />:xO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 2x" title=":x" width="20" style="box-sizing: border-box; vertical-align: middle; border-style: none; max-width: 100%;" />, ela disse que desabou no choro, de alívio, de alegria, de tudo, daí que a Ana até ajudou lhes, eles nunca tinham estado nas montanhas e nunca tinham sentido os efeitos da altitude, a Ana que já sabe de cor tudo isso, de como se portar nesses lugares acabou ajudando quando os efeitos foram aumentando, e quando chegaram a Cusco quem era a guia??????? Claro que a Ana, ela tem boa memória e como já fomos algumas vezes de carro e andamos em muito lugares, está tudo guardado na cabeça dela:-D:-D, mas calma aííííííííí, e euuuu? ainda estou pedalando e sofrendo muiiiiiiiiiiito, um pouco antes do "topo", o ponto mais alto do percurso a 4.725mts, meu corpo estava no limite, eu sentia meu coração parecendo um tambor batendo atrás dos meus olhos, sentia meu corpo sendo bombardeado por aquele lugar, pedalava a 7k/h já era umas 15:30h e não tinha almoçado, fiz apenas um leite quente e dois ovos cozidos, eu estava exausto, nem a minha esposa estava ali pra conversarmos e distrair um pouco tudo aquilo, lugar muito muito muito lindo, mais eu sentia como se ele quisesse me engolir, os minutos foi passando e eu falei dentro de mim assim; (MEU DEUS ME DÊ FORÇAS, NÃO ESTOU CONSEGUINDO) não tem nada com religião, não sou religioso nem nada, mais creio em Deus assim como muitos creem cada um de sua forma, pois, em instantes uma grande carreta vinha descende, freando freando freando e parou no outro lado, o motorista baixou o vidro me chamou me deu um refrigerante uma fruta e disse (NÃO DESANIMES, O TOPO ESTÁ LOGO ALI) e continuou descendo, voltei segurei minha bike e comecei a chorar "assim como estou fazendo agora", chorei sem parar o resto da tarde, Deus me ouviu, aquilo foi tudo, me deu uma força, um ânimo, cheguei a Abra Pirhuayani a 4.725mts já as 17:00h estava muito frio, me encostei no marco ao lado da estrada agradeci por tudo mais já estava escurecendo, não podia ficar ali, pedalei até depois de Ocongate e acampei já era umas 20:00h, boa noite.

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     15° Dia, Ocongate - Cusco, pedal duríssimo 140kms

     A noite anterior não foi das mais fáceis, como fui acampar já estava noite não pude escolher lugar, foi o que deu mesmo, mas esse que deu não foi dos melhores, não tinha um único lugarzin que desse de se sentar que não fosse em cima das pontas de pedras, tinha uma mina de água próxima mas quando virei o foco da lanterna ao lado ao que parecia um "depósito" de penas de pollo=frango :-x:-x:-x, tava com cede e com fome mas não dava pra fazer nada sem água, olhei em volta pra ver se estava mesmo livre de humanos e não vi sinais de nada nem ninguém, fui pra "cama", mas não conseguia pegar no sono mesmo estando tão exausto por tudo que passei naquele dia, dormia e acordava o tempo todo, até começar a clarear por sobre as montanhas, bom dia então.

    Arrumei as coisas mas estava morto de cede, resolvi procurar e achei outra fonte de água dessa vez aparentemente limpa, mas como levei cloro, coloquei um pouco por precaução, esperei, bebi o máximo que pude enchi a garrafa e comecei a pedalar as 6:00h em ponto já com uma inclinação muito forte, passei duas horas subindo uma montanha, quando vi que desceria pro fundo do vale novamente me deu um desanimo monstruoso pois sabia que teria que subir tudo novamente, a partir dessa hora o corpo parecia não querer lutar mais, cada km ficava mais difícil, as 9:30h parei em uma lan house num vilarejo que não me recordo o nome e passei uma mensagem via Facebook pra Ana que já estava em Cusco dizendo minha localização e minha situação de cansaço, disse lhe que demoraria mais chegaria, aproveitei e comi um pão que eu carregava na bolsa com leite, segui viagem subindo novamente outra montanha, meu corpo estava exausto, o silêncio nessa hora também não me ajudava, sentia falta da Ana pra conversar e quem sabe distrair um pouco o corpo, o silêncio faz a gente pensar muito, muitas vezes é bom mas não aquela hora, pensava nos kms que faltava, e isso era mais um fator de desgaste pra mim, a medida que eu subia a montanha por várias vezes a cima de 4.000mts ficava ainda mais exposto ao sol forte, quando tinha sombra dava pra sentir frio mais pedalando e no sol o suor pingava, cheguei em Abra Cuyuni a 4.200mts as 13:00h ponto mais alto antes de Cusco mas muito distante, comecei uma longa e perigosa descida de uns 20kms, nessa hora que eu fui sentir o frio, paisagem de tirar o fôlego, apesar do cansaço admirei o quanto pude cada km, cheguei em Urcos perto das 15:00, estava morto de fome mas não queria parar, ainda faltavam 45kms, 45kms naquelas condições sabia que não eram fáceis, começou um trânsito infernal(muitos já haviam me falado dessa 'chegada', uns até me aconselharam a fazer esse percurso de ônibus) mas meu objetivo era pedalar até Cusco então segui assim mesmo, trânsito uma loucura ao entardecer, cheguei na praza de armas, onde a Ana já estava hospedada encostei a bike me sentei na calçada as 18:00h e por alguns segundos veio um misto de sentimentos, vontade de rir e de chorar por tudo aquilo, a Ana veio e me ajudou a colocar a bike na pousada, estava na exaustão máxima,  esperei um pouco e tomei aquele banho morno e fomos jantar ao lada da pousada. Boa noite.

     Apesar de todo os esforço que meu corpo e minha mente teve que fazer, a grande expedicionária e vencedora foi minha esposa Ana, pois essa rota Rio Branco - Cuscoassusta até os mais loucos viajantes masculinos, muitos vão da metade, outros vão seguidos com carro de apoio, outros fazem o inverso Cusco - Rio Branco por conta da "declinação", mas uma mulher que tenha feito o que a Ana fez, não tenho notícias, então, não é atoa que ela ATÉ ONDE SEI tenha sido a primeira a fazê lo. Essa rota daqui a cinquenta anos vai continuar sendo desafiadora, então desafie se, curta, aproveite, viva esse pedal, sofra, realize se. Um grande abraço.

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